segunda-feira, 27 de junho de 2011

GILBERTO DIMENSTEIN - O sucesso dos fracassados

in Folha de São Paulo

Crianças que conseguem lidar melhor com a frustração tendem a ter sucesso e bons empregos



O BOM DESEMPENHO acadêmico e profissional está menos ligado à inteligência do que ao autocontrole, isto é, à habilidade de gerenciar os impulsos, focar o que é relevante e perseverar.
Esse assunto vai entrar na agenda mundial em razão da recente divulgação de pesquisas que, feitas por psicólogos e neurocientistas de algumas das melhores universidades americanas, vêm ganhando credibilidade entre especialistas em aprendizagem.
Crianças que conseguem lidar melhor com a frustração e com o fracasso tendem a obter bons empregos, a ter sucesso em negócios, a economizar dinheiro, a cuidar da saúde e a ficar distantes de vícios.
Além disso, é claro, elas tendem a ter melhor desempenho escolar. Ficar sentado estudando, afinal, é tarefa que exige que, apostando numa recompensa futura, se deixe de fazer algo mais agradável.
É possível aprender a ter autocontrole? É o que algumas escolas nos Estados Unidos estão experimentando com crianças a partir dos três anos de idade. Os resultados, pelo menos nas notas, têm sido positivos.


 

As pesquisas vêm sendo feitas desde a década de 1970, quando, na Universidade Stanford, começaram a acompanhar crianças que demonstravam, em experimentos, saber controlar os impulsos.
Numa das experiências, puseram um chocolate diante de cada criança de um grupo de testes. Aquelas que não comessem nada ganhariam, mais tarde, três chocolates. Acompanhou-se por décadas esse grupo, comparando o desempenho dos seus integrantes nas mais variadas atividades. Observou-se que quem sabe se controlar obtém vantagens acadêmicas, ou seja, boas notas.
No mês passado, a psicóloga Terrie Moffitt, professora da Duke (EUA), um dos mais importantes centros de neurociências do mundo, divulgou um estudo baseado em 30 anos de observação. Foi além das revelações sobre as notas dos alunos. "Há um impacto generalizado nas mais diferentes áreas, inclusive na taxa de criminalidade", afirma.


 

Ela acompanhou 1.037 pessoas desde a primeira infância até os 32 anos de idade. Resultado semelhante ocorreu em suas pesquisas com gêmeos. "Vimos que o autocontrole, depois de descontados fatores como renda e classe social, superou a inteligência como elemento desencadeador de sucesso no universo acadêmico e no profissional."
A pergunta óbvia: a habilidade de controlar os impulsos é algo genético? A psicóloga diz que, em parte, ela decorre de herança genética, mas que também há influência do ambiente, como a família e a escola.
Por isso algumas escolas estão criando jogos destinados a desenvolver o autocontrole. Um dos jogos usa peças de teatro para que as crianças aprendam a executar papéis. Esse é um recurso em meio a diversos tipos de brincadeira, cuja recompensa está associada à capacidade de lidar com a frustração e de postergar alguma decisão. Estimula-se, assim, a capacidade de encontrar soluções para desafios.


 

Tenho visto aqui na escola de negócio de Harvard vários professores repetirem o seguinte: bom empreendedor é aquele que sabe fracassar, fazendo dessa experiência uma motivação e um aprendizado. "Fracasso é uma medalha a ser colocada com destaque no currículo", diz Rosabeth Kanter, professora da escola de negócios de Harvard e mundialmente renomada por seus perfis de empreendedores.
Talvez esteja aí um jeito de entender melhor por que migrantes e seus filhos -obrigados a lidar com adversidades e frustrações, desenvolvendo a resiliência- tendem a prosperar e por que cidades mais abertas a imigrantes são mais inovadoras e empreendedoras.


 
PS- Até acho que as pesquisas sobre autocontrole fazem muito sentido. Saber trabalhar as limitações e frustrações é essencial para manter a garra. Meu receio é o modo como isso se traduz na prática. Tenho visto muitos pais e educadores reduzirem o espaço da brincadeira, importante para a imaginação

segunda-feira, 20 de junho de 2011

sorriso

“Por que você diz que no Japão não há democracia?”, perguntava-lhes ao novelista Kenzaburo Oé. 

 “Pelo sorriso do primeiro ministro”. 

Os conspiradores, os violadores, os pedófilos, os caudilhos sorriem precisamente assim. Nos roubaram até a pureza dos sorrisos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma Mulher inteligente falando dos homens...

Uma Mulher inteligente falando dos homens...
por Fernanda Montenegro

O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.

Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008).

Mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.

Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat
    Homem não pode ser mantido em cativeiro.
    Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
    Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
    Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta
    Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra.
    Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia.
    Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar.
    Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.  
    Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca.. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho
    Também faz parte de seu cardápio - homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
    Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza
    Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros?
    Então, não se case.
    Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones.
   Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem
    O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico
valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos.
    Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro masculino não é um mito
    Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino, mas não gostam de mulheres burras.
    Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).
    Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
    Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.
    Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
    Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao
    Contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
    Não faça sombra sobre ele...
    Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás.
    Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
    Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
    A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para
motivar os próprios.
    Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.

E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho,
                                 F. M..

 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

anônimo

De um autor anônimo, recebido por email:
“Esses dias, o mundo está parecendo um jogo de xadrez:
Sexta-feira só se falava do rei e da rainha.
Domingo beatificaram o bispo.
Depois deram xeque-mate em quem derrubou as duas torres.
E eu aqui de peão, trabalhando que nem um cavalo...”

Eduardo

  1. O gerente chama o empregado da área de produção, negão, forte, 1,90m de altura, 100kg, recém admitido, e inicia o diálogo:

    _Qual é o seu nome?

    _Eduardo – responde o empregado.

    _Olhe, – explica o gerente – eu não sei em que espelunca você trabalhou antes, mas aqui nós não chamamos as pessoas pelo seu primeiro nome. Isso é muito familiar e pode levar a perda de autoridade. Eu só chamo meus funcionários pelo sobrenome: Ribeiro, Matos, Souza… Então saiba que eu sou seu gerente e quero que me chame de Mendonça. Bem, agora quero saber: qual é o seu nome completo?

    O empregado responde:

    _Meu nome é Eduardo Paixão.

    _Tá certo, Eduardo. Pode ir agora…


  2. Eduardoo vai à sala do diretor da empresa onde trabalha:

    _Senhor diretor, vim aqui para lhe pedir um aumento. E adianto já que há quatro empresas atrás de mim.

    Com medo de perder aquele promissor talento, dobra-lhe o salário … as empresas valorizam os funcionários quando eles recebem outras propostas..

    _Mas mate-me uma curiosidade. Pode dizer-me quais são essas quatro empresas?

    _Sim, senhor. A da luz, a da água, a do telefone e o meu banco!!!


  3. Pra testar o caráter de Eduardo, o dono da empresa mandou colocar R$500 reais a mais no salário dele.

    Passam os dias, e o funcionário não relata nada..

    Chegando no outro mês, o dono faz o inverso: manda tirar R$500 reais.

    No mesmo dia, Eduardo entra na sala pra falar com ele:

    _Doutor, acho que houve um engano e me tiraram R$500 reais do salário.

    _É ? Curioso que no mês passado eu coloquei R$500 a mais e você não falou nada.

    _É que um erro eu tolero, doutor, mas DOIS, eu acho um absurdo !

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Que tal trocar de medo?

Que tal trocar de medo?

A vida é curta, mas ela é muito mais saborosa quando ousamos e aprendemos a lidar com as variáveis

Todos nós sentimos algum tipo de medo: medo de altura, de escuro, medo do desconhecido, do futuro, da violência urbana, medo de ser demitido etc.

O medo está ligado a um sentimento de auto-preservação comum em todas as espécies. Por isso, se você tem os seus medos, não há motivos para se envergonhar. No entanto, se esse sentimento ultrapassa alguns limites, ele pode se transformar em uma das inúmeras patologias populares da sociedade moderna, como a síndrome do pânico, o pavor noturno, a anorexia, entre muitas outras.

As causas desses transtornos psicológicos geralmente são associadas ao estilo de vida, à correria do dia a dia e ao stress. Eu não sou médico e não tenho autoridade alguma para me aprofundar sobre qualquer uma dessas patologias, porém, há um tipo de comportamento que tenho observado em muitos profissionais ao longo desses mais de 16 anos empreendendo: o medo de fracassar.

Este assunto beira ao clichê ou a mais um dos temas corriqueiros de autoajuda. Entretanto, mesmo sendo uma questão tão comum e debatida, percebo que, nos últimos anos, este problema tem ganhado maiores proporções e atingido todos os níveis dentro da hierarquia de uma companhia, podando a criatividade e limitando o potencial produtivo de muitos profissionais.

São várias as razões para o desenvolvimento do medo de fracassar: o desejo exacerbado por aceitação, a busca por admiração ou até mesmo por um impulso compulsivo, sem uma razão consciente, são algumas delas. Seja qual for o motivo, o medo de fracassar tem assombrado milhões de pessoas, de todas as idades, em todo o mundo.

Quantas pessoas você conhece que estão infelizes em sua área de atuação e não têm coragem de mudar? Elas gostariam de abrir um negócio próprio, mas têm medo de trocar suas pseudo-seguranças pelo novo projeto. Permanecem presas dentro de "jaulas imaginárias", temendo fracassar.

É incrível, mas essas pessoas não percebem que, ao permanecerem paralisadas, sua probabilidade de fracassar é matematicamente maior do que a própria mudança que tanto temem. Isso porque esse medo do fracasso desenvolve uma grande intolerância ao risco, ingrediente fundamental para o desenvolvimento de novos projetos e de uma carreira vitoriosa.

Ora, nascemos de uma corrida de mais de 300 milhões de espermatozóides, onde, nesta competição, o primeiro lugar recebe um grande prêmio: a vida! Que garantias todos nós tivemos nessa corrida? Absolutamente nenhuma! O risco é parte da vida. Não corrê-lo é a garantia de uma vida sem grandes realizações.

Como já citei, ter medo é normal e não há razão para preocupações. Teremos muitos medos ao longo da vida. Sendo assim, que tal se, ao invés de tentarmos nos privar de senti-lo, trocássemos de medo? Que tal trocarmos o medo de fracassar pelo medo de vivermos uma vida medíocre e, por conta disso, ousarmos mais? Ou trocá-lo pelo medo de viver uma vida sem aventuras, a fim de não cairmos na rotina? E se trocarmos o medo de fracassar pelo medo de nos arrependermos, porque não fomos ousados o suficiente? O medo é um instinto que pode se tornar doentio, mas também pode ser usado a nosso favor, como uma grande motivação (motivação = motivo para a ação).

A vida é curta, mas ela é muito mais saborosa quando ousamos e aprendemos a lidar com as variáveis. O risco não é um vilão; ele é o combustível da nossa criatividade, e os nossos fracassos são um instrumento pedagógico para a nosso próprio desenvolvimento como construtores dos nossos sonhos. Quem vive assim é mais livre para empreender, livre para fracassar e até livre para ter os seus medos, mas sem jamais ser escravizado por eles.

Flávio Augusto é empreendedor e fundador da Wise Up
@GeracaodeValor é um de seus canais no Twitter

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Professor Nicolelis: Palestra no Nobel e prêmio de U$ 3 milhões

26 de abril de 2011 às 20:10

Professor Nicolelis: Palestra no Nobel e prêmio de U$ 3 milhões

por Conceição Lemes
Desde 1965, a Fundação Nobel realiza os Simpósios Nobel. Afora os prêmios anuais, são o evento mais importante da instituição. São dedicados às áreas da ciência onde avanços estão ocorrendo. Mais de uma centena já aconteceu.
O de 2011 acontecerá em Estocolmo, Suécia, de 26 a 29 de maio. Chama-se 3M:  Mente, Máquinas e Moléculas.
Terá duas novidades. Uma: será multidisciplinar, até 2010, era por áreas, Física, Química, Fisiologia ou Medicina. A outra: pela primeira vez, um cientista brasileiro estará entre os conferencistas convidados. É o neurocientista Miguel Nicolelis. Formado em Medicina pela USP, ele está há 22 anos nos Estados Unidos, onde é professor e pesquisador na Universidade Duke. É co-fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra.
“A ideia do simpósio 3M surgiu da constatação do progresso espetacular nos dispositivos de interface cérebro-máquina, tocando as fronteiras entre Física e Medicina. Após a adição de moléculas de Química e extensão de todos os aspectos, chegamos ao  simpósio 3M”, explica Jonna Petterson, da Fundação Nobel, ao Viomundo. “Temas como base molecular da transmissão neural, redes neuronais, interfaces cérebro-máquina, cognição e neurodegeneração serão abordados por palestrantes das esferas de Física, Química e Fisiologia ou Medicina.”
A palestra de Miguel Nicolelis será no dia 27 de maio: Princípios da Fisiologia do conjunto de neurônios e como podem ser usados ​​para libertar o cérebro.
Nicolelis já ganhou 38 prêmios internacionais por suas pesquisas. Dois deles, em 2010, dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. Hoje cedo foi comunicado pelo mesmo NIH que ganhou mais um. Desta vez de U$ 3 milhões para pesquisar como as populações de neurônios (células do cérebro) usam o tempo para apresentar a informação. Em tempos de cortes de verbas nos EUA, uma façanha.