Franz Kafka, um clássico da literatura mundial, disse:
"precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos entristeçam profundamente, como a morte a quem tenhamos amado mais que a nós mesmos, como ser banido para florestas isolas de todos, como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós".
Kafka então foi pessimista? Mas tinha que ser como? Disseram que a beleza vai salvar o mundo. Não, quem vai salvar o mundo é o feio. É aquele que vai entrar no hospital e dizer: “isso aqui está uma porcaria”. O pessimista é aquele que desconfia de tudo. Isso é desmanchar a realidade, como: “eu não aceito o que tem, acho que dá para melhorar”. É nesse sentido que eu acredito que o pessimismo vai salvar o mundo. Não posso estar satisfeito, tenho que estar insatisfeito. A minha religião é essa: ser pessimista.
Ou seja, se ocupem com os livros superficiais e fúteis e esquecem os que realmente incomodam, os quais levam nas entrelinhas a subversão, que desperta o homem. Além disso, há a necessidade de se possuir algo que faça o sujeito tão importante quanto os outros do seu clã, pois todos que acompanham o mundo literário devem saber que a moda agora são livros eróticos, livros eróticos que citam "50 Tons de cinza" na capa, e o "Crepúsculo", que são publicadas como livros eróticos ou do momento.
A verdadeira literatura é a que representa a angústia do homem pós-moderno. A literatura precisa manter na sua história uma descrição, uma indagação, um exame do drama do homem. Um bom escritor deve ser seu inimigo. Seu verdugo. Seu torturador. O traidor das verdades que pensa ser suas. Aqui é analisar a condição do homem, é cutucar o sujeito, dizendo: "acorda". A verdadeira arte, na vida pessoal, no ponto de vista do indivíduo, modifica profundamente. Ela coloca a nossa condição em um patamar diferenciado.
É preciso, pois, resgatar a autonomia do ser humano para que se possa construir uma sociedade autenticamente democrática. É preciso dar ao homem condições para que pense a sociedade em que vive, para que reflita e se posicione diante da indústria cultural literária que o ameaça de extinção. Para isso, penso, o único caminho é a educação, não uma educação pautada nos mesmos valores de técnica da indústria cultural, mas uma educação que prime pela formação de um cidadão livre.
Mas, se o governo não coloca uma educação livre, como se é facilmente compreensível o porquê; se o Estado não insere a Filosofia e a Literatura nas escolas como deveriam ser, os filósofos e os escritores devem levar a Filosofia e a Literatura às ruas, a todos os recantos da sociedade, sem a concepção elitista de que para filosofar e ser letrado é preciso estar nas grandes academias.
Nossa ascensão cultural e intelectual depende unicamente de nós e de nossa independência desses meios nocivos que nos são apresentados em nosso cotidiano. A sociedade de consumo em que vivemos está na contramão de uma sociedade mais justa em que o espírito humano se desenvolva rumo a uma verdadeira evolução benéfica, que nos proporcionará mudanças realmente significativas.
Trechos do
Artigo da autoria de Marcelo Vinicius.
Escritor e agitador cultural. Estudante de Psicologia. Faz parte do projeto de pesquisa e extensão sobre cinema e produção de subjetividade (Sala de Cinema) e do projeto de pesquisa em Psicologia Social na Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS..
"precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos entristeçam profundamente, como a morte a quem tenhamos amado mais que a nós mesmos, como ser banido para florestas isolas de todos, como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós".
Kafka então foi pessimista? Mas tinha que ser como? Disseram que a beleza vai salvar o mundo. Não, quem vai salvar o mundo é o feio. É aquele que vai entrar no hospital e dizer: “isso aqui está uma porcaria”. O pessimista é aquele que desconfia de tudo. Isso é desmanchar a realidade, como: “eu não aceito o que tem, acho que dá para melhorar”. É nesse sentido que eu acredito que o pessimismo vai salvar o mundo. Não posso estar satisfeito, tenho que estar insatisfeito. A minha religião é essa: ser pessimista.
Ou seja, se ocupem com os livros superficiais e fúteis e esquecem os que realmente incomodam, os quais levam nas entrelinhas a subversão, que desperta o homem. Além disso, há a necessidade de se possuir algo que faça o sujeito tão importante quanto os outros do seu clã, pois todos que acompanham o mundo literário devem saber que a moda agora são livros eróticos, livros eróticos que citam "50 Tons de cinza" na capa, e o "Crepúsculo", que são publicadas como livros eróticos ou do momento.
A verdadeira literatura é a que representa a angústia do homem pós-moderno. A literatura precisa manter na sua história uma descrição, uma indagação, um exame do drama do homem. Um bom escritor deve ser seu inimigo. Seu verdugo. Seu torturador. O traidor das verdades que pensa ser suas. Aqui é analisar a condição do homem, é cutucar o sujeito, dizendo: "acorda". A verdadeira arte, na vida pessoal, no ponto de vista do indivíduo, modifica profundamente. Ela coloca a nossa condição em um patamar diferenciado.
É preciso, pois, resgatar a autonomia do ser humano para que se possa construir uma sociedade autenticamente democrática. É preciso dar ao homem condições para que pense a sociedade em que vive, para que reflita e se posicione diante da indústria cultural literária que o ameaça de extinção. Para isso, penso, o único caminho é a educação, não uma educação pautada nos mesmos valores de técnica da indústria cultural, mas uma educação que prime pela formação de um cidadão livre.
Mas, se o governo não coloca uma educação livre, como se é facilmente compreensível o porquê; se o Estado não insere a Filosofia e a Literatura nas escolas como deveriam ser, os filósofos e os escritores devem levar a Filosofia e a Literatura às ruas, a todos os recantos da sociedade, sem a concepção elitista de que para filosofar e ser letrado é preciso estar nas grandes academias.
Nossa ascensão cultural e intelectual depende unicamente de nós e de nossa independência desses meios nocivos que nos são apresentados em nosso cotidiano. A sociedade de consumo em que vivemos está na contramão de uma sociedade mais justa em que o espírito humano se desenvolva rumo a uma verdadeira evolução benéfica, que nos proporcionará mudanças realmente significativas.
Trechos do
Artigo da autoria de Marcelo Vinicius.
Escritor e agitador cultural. Estudante de Psicologia. Faz parte do projeto de pesquisa e extensão sobre cinema e produção de subjetividade (Sala de Cinema) e do projeto de pesquisa em Psicologia Social na Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS..

Em 10/01/2013, Jose Luiz Fraga escreveu:
O grande problema não é o Alzheimer; é a efetiva demência com medo de perder o prestigio que derramava sangue desse brasileiros e alimentavam o governo e a imprensa as quais mamavam nas tetas do terror do estado brasileiro. Mas na essência cultural, se esquece dos principais acontecimentos que não pode ser contado em época de fato o que realmente aconteceu. E não acho que esta prática doentia acabou. Exemplo, é o desmando do irmão de um senador, filho do estado do Maranhão que a justiça por sua vez com seu poder achando que está acima de Deus e do Diabo contra o povo pelo povo e para o povo, proibiu a imprensa brasileira de narrar os fatos jornaloisticos.
Em 10/01/2013, Gabriel R. escreveu:
Soberbo! Poderiam ser considerados culpados num julgamento justo mas, reduzí-los a simples "terroristas" (não gosto do termo pois depende de quem julga: terroristas podiam ser as forças da ditadura militar tb!), não é certo: eles tinham principios e história. Escolheram um lado e o defenderam.
Em 10/01/2013, Xico Júnior escreveu:
Vou me ater apenas à expressão TERRORISTA e seu significado. Todo ser humano que age para destruir outros e a si mesmo, por conta própria ou manipulado, seguindo razões políticas, religiosas, econômicas, sociais, particulares, psicológicas, psicopáticas, geralmente financiado por terceiros e preparado para seus crimes contra alvos específicos ou mesmo inocentes. Trata-se de uma arma perigosa ambulante humana pronta para matar e destruir. Os governos da "DITADURA FARDADA" foram, através do Exército, DOI-CODI, os maiores e mais b[árbaros TERRORISTAS. Assim, ainda hoje vemos explicitamente governantes brasileiros e não-brasileiros serem os mais autênticos e bárbaros TERRORISTAS. Quem explodiu as Torres Gêmeas foi um governo notoriamente TERRORISTA, e depois repassaram a culpa, assim como Bin Laden está vivinho da silva nos EUA. Acredite quem quiser, pois QUEM VIVER, VERÁ!