sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pseudo-literatura: café não te deixa mais cul

Franz Kafka, um clássico da literatura mundial, disse:

"precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos entristeçam profundamente, como a morte a quem tenhamos amado mais que a nós mesmos, como ser banido para florestas isolas de todos, como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós".


Kafka então foi pessimista? Mas tinha que ser como? Disseram que a beleza vai salvar o mundo. Não, quem vai salvar o mundo é o feio. É aquele que vai entrar no hospital e dizer: “isso aqui está uma porcaria”. O pessimista é aquele que desconfia de tudo. Isso é desmanchar a realidade, como: “eu não aceito o que tem, acho que dá para melhorar”. É nesse sentido que eu acredito que o pessimismo vai salvar o mundo. Não posso estar satisfeito, tenho que estar insatisfeito. A minha religião é essa: ser pessimista.


Ou seja, se ocupem com os livros superficiais e fúteis e esquecem os que realmente incomodam, os quais levam nas entrelinhas a subversão, que desperta o homem. Além disso, há a necessidade de se possuir algo que faça o sujeito tão importante quanto os outros do seu clã, pois todos que acompanham o mundo literário devem saber que a moda agora são livros eróticos, livros eróticos que citam "50 Tons de cinza" na capa, e o "Crepúsculo", que são publicadas como livros eróticos ou do momento.


A verdadeira literatura é a que representa a angústia do homem pós-moderno. A literatura precisa manter na sua história uma descrição, uma indagação, um exame do drama do homem. Um bom escritor deve ser seu inimigo. Seu verdugo. Seu torturador. O traidor das verdades que pensa ser suas. Aqui é analisar a condição do homem, é cutucar o sujeito, dizendo: "acorda". A verdadeira arte, na vida pessoal, no ponto de vista do indivíduo, modifica profundamente. Ela coloca a nossa condição em um patamar diferenciado.

É preciso, pois, resgatar a autonomia do ser humano para que se possa construir uma sociedade autenticamente democrática. É preciso dar ao homem condições para que pense a sociedade em que vive, para que reflita e se posicione diante da indústria cultural literária que o ameaça de extinção. Para isso, penso, o único caminho é a educação, não uma educação pautada nos mesmos valores de técnica da indústria cultural, mas uma educação que prime pela formação de um cidadão livre.



Mas, se o governo não coloca uma educação livre, como se é facilmente compreensível o porquê; se o Estado não insere a Filosofia e a Literatura nas escolas como deveriam ser, os filósofos e os escritores devem levar a Filosofia e a Literatura às ruas, a todos os recantos da sociedade, sem a concepção elitista de que para filosofar e ser letrado é preciso estar nas grandes academias.
Nossa ascensão cultural e intelectual depende unicamente de nós e de nossa independência desses meios nocivos que nos são apresentados em nosso cotidiano. A sociedade de consumo em que vivemos está na contramão de uma sociedade mais justa em que o espírito humano se desenvolva rumo a uma verdadeira evolução benéfica, que nos proporcionará mudanças realmente significativas.

 Trechos do
Artigo da autoria de Marcelo Vinicius.
Escritor e agitador cultural. Estudante de Psicologia. Faz parte do projeto de pesquisa e extensão sobre cinema e produção de subjetividade (Sala de Cinema) e do projeto de pesquisa em Psicologia Social na Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS..

Imprensa com Alzheimer - direto da Redação

Imprensa com Alzheimer


Recife (PE) - Este artigo nasceu do comportamento da imprensa brasileira em geral, e da recifense em particular, quando “esqueceu” no último dia 8  as notícias dos assassinatos de janeiro de 1973 no Brasil. É certo e claro que não podemos esperar dos jornais uma colossal memória, a ponto de que façam voltar às páginas acontecimentos trágicos em datas significativas. Não. A falta vem da história da ditadura que não está fechada, que pede urgência para a denúncia de crimes insepultos, no instante em que cresce a Comissão da Memória e da Verdade em todo o país. É a pauta do dia mesmo, é o gancho de sangue, que exige um destaque para o 8 de janeiro de 1973.
O problema é que o título acima, se é bom como achado, é falho em ciência. Isso porque os pacientes do mal de Alzheimer não perdem bem o passado, perdem o presente. Então corrijo, pois dos jornais brasileiros podemos escrever que sofrem de um Alzheimer muito pior: não veem o presente e perderam o passado. Para não dizer que na marcha em que vão perdem também o futuro. Entendam por quê.
Em 8 de janeiro de 1973 as manchetes de todos os jornais anunciaram: “seis terroristas mortos em tiroteio”. Foram seis homicídios, todos unidos e simplificados em um aparelho da Chácara São Bento, um sítio na região metropolitana do Recife. Todos, pelo anúncio dos jornais, perigosos terroristas, que resistiram à bala ao cerco das forças da ordem. Mas só depois de mortos se fez a maquiagem nos jovens socialistas: com tiros, para melhor coerência do suplício com o papel dos jornais. Foram eles: Pauline Reichstul, José Manuel, Soledad Barrett, Evaldo Ferreira, Jarbas Pereira e Eudaldo Gomes. Todos, a investigação histórica revelou, mortos que denunciaram o rastro do Cabo Anselmo.
E que histórias têm esses mortos, amigos. E que tragédias vivas perderam as notícias do último dia 8, vivas, pois suas vidas clamam ser conhecidas por todos. Que grandeza épica tiveram esses jovens massacrados. De um deles, Jarbas Pereira Marques, com quem bebi cerveja no Pátio de São Pedro, tendo ao lado a sua esposa grávida, assim falou Mércia Albuquerque, advogada fundamental dos anos de terror de Estado em Pernambuco:
“Três dias antes da sua morte, Jarbas me procurou à noite e entregou fotografias da família, uma fotografia que dizia ser do Cabo Anselmo, e mais Carteira do Trabalho, Certidão de Casamento, Certidão de Nascimento e Certificado de Reservista. Ele me disse que estava para ser preso e que Fleury se encontrava no Recife com a sua equipe, e que o Cabo Anselmo usava os nomes de Daniel, Jadiel, Américo Balduíno, que o Cabo era companheiro de Soledad, mas ele já havia descoberto que esta pessoa era infiltrada na organização, daí porque ele estava muito assustado... Jarbas era um tipo romântico, ingênuo, e eu conversei com ele, pedi que ele fugisse, mas ele se negou dizendo que isso não faria pela segurança da filha e da esposa. Eu pedi que ele deixasse a criança sob meus cuidados, mas ele me falou que não ia levar Tércia Rodrigues para uma aventura, porque ela era uma pessoa frágil e seria também assassinada”.
Que grandeza. Para salvar a  fragilidade da esposa, foi morto. A sua única filha, Nadejda Marques, vive nos Estados Unidos, onde escreveu um livro cujo nome é Born Subversive. Nascida Subversiva, que nome, amigos. No texto presente não cabe a dimensão dessas pessoas e de seus destinos. Mas não posso deixar de esboçar com a rispidez e a brevidade de um lead duas mulheres:
“Pauline Reichstul nasceu em Praga, filha de judeus poloneses. Ainda bebê,  a família mudou-se para Paris, onde viveu até 1955, voltando então a migrar para o Brasil.
Completou o curso de Psicologia na Universidade de Genebra em 1970. Nesse tempo, passou a ter contatos com brasileiros de resistência à ditadura. Trabalhou em órgãos de divulgação na Europa denunciando as violações de Direitos Humanos no Brasil, em especial as torturas e mortes de militantes. Foi namorada e companheira de Ladislas Dowbor. O irmão de Pauline, Henri Philippe Reichstul, ex-preso político, foi presidente da Petrobras”.
E de Soledad Barrett, guerreira, atraiçoada mulher do cabo Anselmo, que ele entregou grávida para a morte a seu amigo Fleury? Lembro rude como uma síntese. Para ela, para a sua memória, escrevi “Soledad no Recife”. Na medida do possível, os escritores escrevemos o que falta aos jornais. Os impressos sofrem do novo Alzheimer, sem presente e sem passado. Dizem os médicos que a demência começa com o esquecimento. 

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  • 3 Comentários recebidos

    • Em 10/01/2013, Jose Luiz Fraga escreveu:

      O grande problema não é o Alzheimer; é a efetiva demência com medo de perder o prestigio que derramava sangue desse brasileiros e alimentavam o governo e a imprensa as quais mamavam nas tetas do terror do estado brasileiro. Mas na essência cultural, se esquece dos principais acontecimentos que não pode ser contado em época de fato o que realmente aconteceu. E não acho que esta prática doentia acabou. Exemplo, é o desmando do irmão de um senador, filho do estado do Maranhão que a justiça por sua vez com seu poder achando que está acima de Deus e do Diabo contra o povo pelo povo e para o povo, proibiu a imprensa brasileira de narrar os fatos jornaloisticos.

    • Em 10/01/2013, Gabriel R. escreveu:

      Soberbo! Poderiam ser considerados culpados num julgamento justo mas, reduzí-los a simples "terroristas" (não gosto do termo pois depende de quem julga: terroristas podiam ser as forças da ditadura militar tb!), não é certo: eles tinham principios e história. Escolheram um lado e o defenderam.

    • Em 10/01/2013, Xico Júnior escreveu:

      Vou me ater apenas à expressão TERRORISTA e seu significado. Todo ser humano que age para destruir outros e a si mesmo, por conta própria ou manipulado, seguindo razões políticas, religiosas, econômicas, sociais, particulares, psicológicas, psicopáticas, geralmente financiado por terceiros e preparado para seus crimes contra alvos específicos ou mesmo inocentes. Trata-se de uma arma perigosa ambulante humana pronta para matar e destruir. Os governos da "DITADURA FARDADA" foram, através do Exército, DOI-CODI, os maiores e mais b[árbaros TERRORISTAS. Assim, ainda hoje vemos explicitamente governantes brasileiros e não-brasileiros serem os mais autênticos e bárbaros TERRORISTAS. Quem explodiu as Torres Gêmeas foi um governo notoriamente TERRORISTA, e depois repassaram a culpa, assim como Bin Laden está vivinho da silva nos EUA. Acredite quem quiser, pois QUEM VIVER, VERÁ!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Urariano Mota: Soledad nas vésperas da morte

Urariano Mota: Soledad nas vésperas da morte

publicado em 8 de janeiro de 2013 às 23:22

por Urariano Mota*, no Blog da Boitempo
“Mamãe, mamãe, não chore. A vida é assim mesmo, eu fui embora….” tocava na radiola da casa dos padres. “Eu tenho um beijo preso na garganta…”. Então Soledad, a viejita, viejita desde os 5 anos de idade, teve um estremeço, um estremeço como as mulheres possuídas por santos nos terreiros. “Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos…”. E por isso descalçou as sandálias, e se pôs a dançar, a bailar, sozinha, ela e seu fogo presente no útero. Abriu os braços, e com toques graciosos nas mãos, com os pezinhos a bater com o calcanhar o ritmo. A saia de estampas de flores ondulou nos quartos largos de mulher parideira. “Mamãe, mamãe não chore, eu nunca mais vou voltar por aí”. Os padres, as freiras, abriram uma roda. Soledad Barret Viedma disso não se deu conta. “Eu tenho um jeito de quem não se espanta”. Quem era essa Gal Costa que cantava tão bem para uma guerreira no desamparo? “Leia um romance. Leia ‘Elzira, a morta virgem’…”. Então ela, ela e o seu santo, ela e o seu útero, ela e aquele que jamais teria nome ficaram tontos. Ficaram tontos, mas não do girar. Ainda que girem, Soledad y la viejita eram aptas para girar enquanto bailavam. Ficaram tontas com uma súbita punção no fígado. Então ela se apoiou em um pezinho e parou, e desceu no chão. Cercam-na.
- O que foi? um dos padres lhe pergunta.
- O que se passa? Daniel a interroga.
- Nada, ela responde, e se põe sentada. Sem perceber, leva uma das mãos para o ventre, como uma criancinha ao apontar o dodói.
- Você bebeu? volta Daniel.
- Sim. Uma aguardente com mel, pesada, ela mente, e sorri.
- Sabes que não podes. Sabes que o teu organismo é frágil. Sabes … – Daniel lhe diz, pondo-lhe uma das mãos no ombro, enquanto os seus olhos correm a assistência. – Bem sabes… – continua com voz quente e audível.
Há nessa voz um quê de falso, Soledad percebe. Então ela recebe um novo estremeço e se põe em pé.
- Fiebre, ele lhe diz.
Vontade Soledad tem de cuspir à cara, dele, desse amante cuja máscara fria ela agora descobre. As palavras que ele diz não se harmonizam com os traços rígidos, sem verde e sem vida do rosto. Se ele fala com máscara – um santo, um gênio sopra ao ouvido de Soledad -, se ele fala assim, então ponha a máscara conforme a cena e o espetáculo.
- Sol, querida …
Soledad antevê no ar uma ameaça de beijo, e mais grave, de toque com lábios frios que apenas delatam, que falam para outros que ela seria a sua amada. Toque de lábios que mentem. A máscara não está conforme o
- Sol, querida…
Então ela lhe dá as costas, sob o gentil pretexto
- Tentarei algo de bom na cozinha.
- Mas estás bem? ele retorna, mas ela não ouve, ou não escuta.
Ela deixa um rastro na festa, porque sai e não se ausenta. Está na cozinha, todos sabem. No entanto, algo, alguma coisa não é mais como antes. Não se trata da comum percepção de que se ela estivesse no mesmo lugar, já não seria como antes. Trata-se de que há uma descontinuidade agora. Por exemplo, a música já não se toca, mas continuam a existir pilhas de discos de Chico, de Caetano, de Gal, de Mercedes Sosa, de Santana a um canto. Por quê? Ninguém então disso se dá conta. Há murmúrios, porque todos viram o que cada um pensou que somente ele próprio vira. Todos viram os estremeções, a posse de Soledad pelo espírito do baile, o giro de flor e a sua queda. Isso foi para todos um espetáculo e um encanto. Diferente do teatro e da função de circo, aquilo, todos notam, não poderia ser repetido. Aquilo havia sido uma função de outro gênero, uma criação de outra arte. Ela parecia estar em um reino de humanidade inexplorada. Isso não é percebido como um conceito. Então se murmura.
Para seu desconforto, Daniel nota que todos olham para ele. Por isso ele, ou seu papel de  rapaz livre, senta-se no jardim, sobre a grama. E a cada olhar que o varre, ele sorri. Sorri sempre, na esperança da experiência de que as pessoas captam o particular, nunca o todo em seu rosto. E se levanta, porque na ilha em que se plantou ninguém vem ao seu encontro. Vai a um dos grupos formados. Penetra no que se acha a Irmã Célia. O rum se bebe farto com coca-cola. No centro, como liderança, a Irmã Célia é uma luz que pisca, como se fosse uma lâmpada que se interrompe rápido e volta, nos olhos azuis que se turvam e voltam em breves piscadelas. Ninguém distingue se essas piscadas são um tique nervoso ou um namoro a susto com o pecado. Irmã Célia é pequena, magra, franzina, mas dotada de uma energia que a faz mover-se como um dínamo quando age e fala. Ela muito se assemelha a Mércia, uma advogada do Recife que defendeu inúmeros perseguidos na ditadura. Ela, ao perceber Daniel, simula uma surpresa em veloz escurecer e brilho nas pupilas. Ele, atento ao sketch e à mímica, também se toma de surpresa.
- Irmã Célia, você por aqui? Eu não tinha ainda notado, ele diz, e a beija de modo respeitoso, gelado, na testa morna.
- Eu sou muito grande, sou não? responde-lhe a Irmã Célia, no seu português que às vezes é tradução literal da língua inglesa.
- Um pouco big, ele responde.
No grupo todos riem. É um riso nervoso, de conveniência, de quem acaba de sair de uma iluminação espiritual, de uma encenação incomum, mas não quer mostrar que se abalou, porque, afinal, a vida continua, tudo bem, nada vimos. Ele também ri, ri no seu costume, ambíguo. Se o ambiente for bom para o riso, é riso. Se não, é mostrar dentes, sem rosnar. Diferente dos animais de ataque aberto, ele insinua e se contrai.
E como Daniel sorri e ri alto, com os dentes mostrados por mero reflexo do ato de rir. Mas com um movimento rápido se contrai, porque o seu papel é mais alto: à vera, ele é o marido preocupado com a saúde de Soledad. Não vê a hora de que lhe perguntem, “o que houve com Sol?”, para que responda, com ar grave, “nada, ela está bem”. E se insistirem que ela não parecia estar assim tão bem, ele responderá: “De fato. Ela toma antidepressivos. Uns probleminhas psiquiátricos…”. Mas não, esse momento não chega. Todos – assim ele percebe -, todos o veem, todos o perseguem com os olhos, como se dele desconfiassem, como se ele fosse um criminoso. E nada falam. Sabem e não dizem, porque de nada em palavras, em provas, o acusam. Então ele fala observações, melhor dizendo, frases retiradas do nada, sobre a música de Vandré, do artista engajado Vandré. Engajado, ele diz, com o mesmo acento de Enganado, o Enganado Vandré:
- Um engajado. Grande artista! Vocês não têm aqui Caminhando?
- Não dá. Está censurado, não é?
- Mas têm ou não?
Ouve-se então, da cozinha, uma voz que canta La navidad de Juanito Laguna. Ninguém ali, na praia de Piedade, ainda a conhece. Se fácil seria rejeitá-la como uma canção desconhecida, se fácil seria não ouvir uma língua a que não estão acostumados, porque não é a língua inglesa, fácil não é se descolar e deslocar da voz e da melodia. Então ocorre na festa primeiro um falar baixo, um murmúrio débil, até que se faça um silêncio não pedido, um silêncio que os próprios silenciados não percebem, um silêncio como de voyeur, de que ouve atrás da porta o sussurro de uma intimidade vizinha.
“Juanito de la inocencia
canta en dormido Laguna
así por dentro del sueño
pasa llorando la luna”.
É doce, agradável e bem-vinda, e aqui, para esses níveis de sentimento, difícil é distinguir a voz que canta da melodia. Quem conhece um bom intérprete sabe. Há intérpretes que gravam tão bem uma canção, que a tornam carne e osso de uma só vida. Impossível separá-los, ou não será a mesma canção. Porque Soledad não é só a mulher bonita de um ponto de vista físico, cuja fotografia revela apenas uma estação do seu ser. Uma estação imóvel de um peito dinâmico. Bonita de tal modo, que se dirá do fotógrafo o que se diz do mau desenhista, “como isto não parece com ela … não saiu parecido”. E se pedirá então ao fotógrafo o impossível, a saber, que a máquina, a mecânica, reproduza um ser, a textura, cor e delicadeza da orquídea, da pessoa mesma. Como se fosse possível da flor um close que a isolasse do ar que ela respira, do campo em torno, do cheiro que exala, em resumo, como se fosse possível reproduzir o complexo, a conspiração de sentidos que se dirigem para um único fim, a pessoa, o ser vivo, inalienável, poderoso em nos despertar amor, afeição, paixão, tara e paz, que buscamos como a uma miragem. Ainda assim, se sabemos que na flor há um ser inalcançado na fotografia, se comparamos, se transpomos mal, imagine-se então Soledad no lugar dessa flor do campo. Imaginamos mal e mau, já vêem. Flor não se rebela nem canta. Flor nos desperta canção e rebeldia, quando machucada. Mas a pessoa de Soledad, ainda que lembre essa flor – e é irrecusável não lhe ver a pele como o tecido de uma pétala -, e assim a lembraremos pelo vento forte e traiçoeiro que se prepara para a muchucar e destruir, ainda assim, como a superar tal associação, ainda que nos persiga como só uma idéia é capaz de perseguir, porque hoje, neste dia do seu aniversário, ela está mais bela que antes, porque, dizem os médicos, a mulher grávida é mais bonita que as não embaraçadas, tentemos um método férreo, duro e cruel: olvidemos a beleza física de Soledad.
Pois não a veem, e a princípio, nos primeiros versos, não ligam a mulher que conhecem à voz que canta:
“Se le va hundiendo en los ojos
largo el camino.
Muy distraído se queda
Com su destino…”.
Daniel, Anselmo, Anselmo/Daniel vai até o muro do jardim e olha o mar azul de Piedade. Para fazer o que tem vontade, ele pularia o muro e, longe desse canto, ele voltaria a ser Simbad, o marujo, em busca de aventuras, do heroísmo de Hollywood, das histórias em quadrinhos. Então ele seria resgatado pela esquadra norte-americana, rumo ao Pacífico, ao Havaí, longe, bem longe dessa história concreta de ter de entregar isso. “Isso” é Soledad. Se o vemos mal, dele vemos que não lhe dói em absoluto entregar, delatar, fazer aprisionar, eliminar isso, essa mulher. Todas as ações necessárias, exceto trair. Trair, nunca. Não se trai aquilo em que não se acredita, ou, pelo menos, aquilo em que um lance esperto de sobrevivência foi levado a acreditar. Ele não é nem será jamais um traidor. Traidor é quem trai a pátria. Traidor não pode ser quem entrega o terror, o terrorismo, os terroristas. Pero Soledad ergue a voz na cozinha, ou por decibéis sensíveis aos ouvidos de captação de Anselmo, ou pelo silêncio que se faz no encanto, parece erguer a voz. Nem sequer se ouve um riso, uma folha que cai, um gelo em um copo. No cigarro que ele fuma, a própria fumaça canta:
“La Navidad que les canto
no tiene luz
se va tiznando en la noche
de Juan Laguna”
E Anselmo, Anselmo sua máscara entende esse espanhol y esa Navidad, que lhe chega também com o sentido de nascimento, la navidad que les canto no tiene luz. Vira-se para a esquerda e olha o mar. “Isso passa. Calma, hombre. Terás a compreensão daqueles olhos verdes, claros e vivos de Fleury”. E sorri íntimo.
Trecho do livro “Soledad no Recife, do jornalista e escritor pernambucano Urariano Mota.
PS do Viomundo: Soledad Barret Viedma era uma jovem idealista, corajosa, doce e linda, muito linda. Foi torturada e morta no Recife em 1973, grávida, depois de ser entregue ao delegado Sérgio Paranhos Fleury, traída pelo  cabo Anselmo, de quem trazia um filho na barriga.

domingo, 30 de dezembro de 2012

DEZ MANDAMENTOS PARA TRANSGREDIR

DEZ MANDAMENTOS PARA TRANSGREDIR


*Caio Fábio

1. É mal fazer o bem para todo aquele que é mau. Ele o odiará pela maldade de seu bem.

2. É mal pensar o bem acerca de quem só concebe o mal. Ele usará você sem escrúpulos.

3. É mal desejar que o Bem aconteça a quem o inveje por você ser bom. Ele o julgará superior e o invejará com todo ódio.

4. É mal realizar o bem a quem tem complexo de inferioridade em relação a você. Ele crerá que você o está humilhando.

5. É mal não fazer nada de mal a quem só deseja o mal a você. Ele não agüentará a sua não resposta às provocações.

6
. É mal ajudar o covarde quando está em desvantagem. Ele pensará que você é cúmplice.

7
. É mal fazer o bem aos que tudo vêem como impuro. Sua bondade será interpretada como frouxidão.

8. É mal fazer o bem aos que o adulam. Eles pensarão que sua bondade é pagamento e tentarão ampliar os negócios com sua alma.

9. É mal fazer o bem a quem não ama. Ele nunca acreditará em você.

10. É mal fazer o bem a quem cobiça. Ele desejará seu bem a serviço dos interesses dele.
Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo! Transgrida esses princípios sempre. Será para o seu Bem. Espero que você seja incorrigível. Seja esse pecador. Peque esse pecado. Sofra desse mal.
Você está condenado!


 
* Caio Fábio foi um líder da Igreja Presbiteriana que era muito badalado. Na década de 90 se envolveu no Dossiê Cayman, além de ter se envolvido em um caso de adultério que praticamente acabou com sua carreira evangélica. Posteriormente foi inocentado no processo que foi movido por Fernando Henrique Cardoso, pelo seu envolvimento no Dossiê Cayman. O pastor abre o bico em vários vídeos disponíveis no You Tube. Fala de Edir Macedo, Crivela, Silas Malafaia e outros, com detalhes sobre dinheiro.
Os vídeos são intitulados Caio Fábio Conta Tudo I e II. Na verdade é um conjunto de vídeos recheado de acusações. O Pastor Silas Malafaia é o maior acusado, falando dos casos com fiéis e chamando-o de ladrão. Fala que Silas confessou que ganhava US$ 40 mil da Igreja Universal do Reino de Deus.

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E a mais recente de Caio Fábio sobre Silas Malafaia:
 
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PS: cliquem no link abaixo para ler também aqui no blog:
 
http://www.youtube.com/watch?v=rJdbtz_GLD4


"Um feliz ano novo para todos os incorrigíveis e transgressores éticos, que sempre visitam esse blog. São os votos do onipresente".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Quer se bronzear de forma saudável?

Quer se bronzear de forma saudável? A doutora Soraia Aracele dá todas as dicas

por Conceição Lemes
A luz solar é indispensável ao ser humano. Ajuda a prevenir osteoporose. Auxilia o tratamento de doenças, como psoríase, eczema e raquitismo. É também excelente “ferramenta” para enfrentar o estresse, pois leva o cérebro a produzir substâncias que melhoram o humor.
Em compensação, o sol em excesso, todos sabem, traz prejuízos à saúde. Pode causar queimaduras, envelhecimento precoce da cútis, com a formação de manchas, linhas de expressão e rugas, facilita a catarata, a  eclosão de crises de herpes e a instalação ou agravamento de lúpus eritematoso. A exposição exagerada e repetida ao sol é responsável pelo câncer mais frequente no Brasil – o de pele.
“Os prejuízos se devem à associação dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta A e B (UVA e UVB) e dos infravermelhos”, explica a dermatologista Soraia Aracele Lozano,  médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Os malefícios de um potencializam os do outro. É possível, porém, ficar apenas com benefícios, expondo-se de forma saudável ao sol.”
É simples. A doutora Soraia Lozano ensina como.
Blog da Saúde – Quem precisa se proteger dos raios solares?
Soraia Lozano – Todos nós, independentemente de idade, sexo, etnia.
Blog da Saúde – Inclusive os afrodescendentes, certo?
Soraia Lozano  –  Com certeza. Muita gente acredita que os afrodescendentes podem tomar sol à vontade, pois não teriam risco de câncer de pele. É uma ideia falsa.  Os afrodescendentes têm, isto é verdade, menos risco devido à farta produção de melanina. É o pigmento fabricado pelos melanócitos [ células da pele] e que dá cor à pele e atua como filtro solar, prevenindo os danos causados pela radiação solar.
Blog da Saúde – Quem é mais suscetível ao câncer de pele?
Soraia Lozano – Seguramente as pessoas de pele e olhos claros, com cabelos loiros ou ruivos,  são mais suscetíveis; têm menor produção de melanina.
Blog da Saúde – Na prática, o que significa exposição saudável?
Soraia Lozano – Evite a exposição direta e prolongada ao sol entre 10h e 16h, quando os raios solares são mais intensos. É por volta de meio dia (13h, no horário de verão) que a radiação atinge seu pico. Use protetor solar na praia, na piscina, assim como ao praticar esporte ou trabalhar sob o sol. Procure lugares com sombra, sempre que possível. Ela protege você dos raios diretos do sol.
Blog da Saúde – Tendas e guarda-sóis funcionam? 
Soraia Lozano  –  As de nylon deixam passar 95% da radiação solar. Logo, não protegem quase nada. Já os feitos de algodão ou lona são mais efetivos: retêm 50% da radiação ultravioleta. Portanto ajudam, mas não dispensam as demais medidas preventivas, inclusive o uso de protetor solar. A luz solar, ao “bater” na areia, calçada, piso, água, reflete em você, provocando danos à sua pele.
Blog da Saúde – Quanto às roupas, o que recomenda?
Soraia Lozano – Vista roupas claras e leves. As cores claras refletem a luz solar, diminuindo a absorção dela pela sua pele. As feitas de algodão filtram melhor a radiação do que as de tecidos sintéticos. Nos dias com muito sol, proteja-se ainda com boné ou chapéu de abas largas, óculos escuros e camisa de manga longa.
Blog da Saúde – Agora, o filtro solar. Fala-se em fator de proteção solar (FPS) cada vez maior. Qual é o indicado?
Soraia Lozano – Varia de acordo com o tipo de pele e o nível de exposição. Normalmente, o fator 15 é suficiente para a maioria das pessoas, pois se sabe que filtra 94% da radiação ultravioleta. Já pessoas de pele e pele e olhos claros, cabelos loiros ou ruivos,devem utilizar fatores mais elevados. O ideal é um fator de proteção de 20 a 60. Aplique o protetor 30 minutos antes da exposição ao sol em todas as áreas do corpo descobertas, incluindo rosto, orelhas, pescoço, colo, dorso das mãos e braços.
Blog da Saúde – Tem gente que usa FPS 60, por exemplo, achando que pode ficar muito sol.
Soraia Lozano – É outra ideia falsa.  Mesmo usando filtro solar com fator 60, não se deve permanecer longos períodos ao sol.
Blog da Saúde  – Quanto tempo dura a proteção do filtro solar?
Soraia Lozano – O tempo é limitado. Há uma fórmula para calculá-lo, mas não é funcional. Na prática, reaplique a cada três ou quatro horas, durante a exposição solar. Também após entrar na água, praticar esportes ou suar muito. Já existem produtos “à prova de água”, que também devem ser reaplicados.
Blog da Saúde — Protetores solares com fator 30, 60 exigem reaplicação?
Soraia Lozano – Sim. Portanto, se usá-los, reaplique a cada três ou quatro horas. Igualmente após entrar na água, se exercitar ou transpirar muito.
Blog da Saúde – Em dia de mormaço é preciso usar protetor solar?
Soraia Lozano – Sim. Embora a “ausência” de sol atenue a radiação ultravioleta, a neblina quente e úmida, resultante de forte calor, é suficiente para produzir queimaduras. Ou seja, o mormaço apenas mascara a falta de sol aparente. Portanto, para se proteger realmente, use, sim, protetor solar, mesmo que só tenha mormaço.
Blog da Saúde – Quando usar filtro solar? 
Soraia Lozano  – Sempre que frequentar piscina, praia, rio ou cachoeira. Também se trabalhar ao ar livre – como carteiros, garis, salva-vidas e vendedores; sair para caminhar ou resolver assuntos em dias ensolarados. É importante levar consigo o filtro para reaplicação, se necessário.
Blog da Saúde – O filtro solar previne todos os tipos de câncer de pele?
Soraia Lozano – Previne a imensa maioria. Vou explicar. A pele é dividida em camadas. O tipo de câncer depende da camada afetada. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, os mais frequentes são o carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, e o carcinoma epidermoide (ou espinocelular), com 25% dos casos. Felizmente, o filtro solar previne ambos…
Blog da Saúde – E o melanoma?
Soraia Lozano – O melanoma, não. Ele corresponde a 4% dos casos de câncer de pele no Brasil. É o mais agressivo, com alto risco de se espalhar para outros órgãos, através dos gânglios linfáticos, provocar metástase e ser fatal. Quanto mais cedo forem o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele, menor o risco de mutilações e maior a probabilidade de cura.
Blog da Saúde – O melanoma é mais freqüente em quem?
Soraia Lozano  – Nas pessoas de pele clara, mas podem se formar também em negros, mulatos, indígenas.  Na maioria das vezes manifesta-se por lesão pigmentada que surge do nada ou da transformação de uma pinta que o indivíduo tem desde o nascimento. Atenção, portanto, às pintas, perebas, manchas. Mudou de cor, tamanho e sensibilidade, corra para remover.
Blog da Saúde — A exposição excessiva ao sol faz realmente mal em todas as idades?

Soraia Lozano – Seguramente , do bebê ao idoso. Embora os efeitos nocivos dos raios solares sobre a pele se manifestem principalmente a partir dos 40 anos, eles se acumulam ao longo da vida.
Blog da Saúde – A partir de quantos meses, os bebês podem se expor diretamente ao sol?
Soraia Lozano – Só depois dos 6 meses. Antes, não devem – de modo algum!  Seus melanócitos ainda não funcionam.
Blog da Saúde – Algumas leitoras talvez murmurando:  “Ah, mas eu adoro me bronzear. Bem queimada fico linda…
Soraia Lozano – Realmente, você fica mais bonita agora, mas, no futuro, a sua pele envelhecerá mais depressa, as rugas e as manchas serão mais precoces. Pense nisso. Proteja sua pele dos raios solares. Evite torrar-se ao sol.
Blog da Saúde — Doutora, para finalizar, alguns leitores — principalmente mulheres —  certamente gostariam de fazer mais esta pergunta à senhora: as câmaras de bronzeamento artificial, proibidas desde o final de 2011,  causam mesmo danos à saúde?
Soraia Lozano — A resposta é sim! Há anos se sabe que os raios emitidos pelas câmaras de bronzeamento artificial podem causar queimaduras, envelhecimento precoce da cútis, com a formação de manchas, linhas de expressão e rugas, e câncer de pele.
Aliás, em julho de 2011, a IARC, Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, órgão vinculado à Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o risco das cabines de bronzeamento artificial: de causa provável para causa concreta de tumores de pele. A IARC concluiu que o uso delas antes dos 35 anos de idade aumenta em 75% o risco de melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele.
Mesmo assim, muitas clínicas de estética do país anunciavam que suas máquinas lançavam apenas raios ultravioleta A – a radiação UVA – e não causavam danos. Uma propaganda enganosa, pois não existem cabines que emitam apenas UVA. Todas lançam os UVB também. Os UVB, aliás, são os que dão a cor dourada à pele. Fique longe delas

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

foto com identificação

ah

Prezado Eduardo: Um senador da Roma antiga, chamado Lutácio Catulo, disse certa vez uma frase que ficou célebre “Cesar já não ataca a república sorrateiramente: ei-lo a armar abertamente suas máquinas”. Nos dias atuais a mídia golpista agrupa todos os seus “paus-mandados” e armam abertamente um golpe contra o Brasil. Essa mídia e seus seguidores não querem que o pais seja livre das mazelas que foram plantadas e defendidas pelas elites passadas e presente, nem deseja que o povo tenha uma vida material menos miserável do que aquela que herdamos nos últimos 80 anos dos governos da UDN, ARENA,PFL e PSDB e que ainda temos; apesar da miséria ter diminuído e muito nos últimos dez anos com a chegada do PT à presidência da República. O bom para essa mídia e seus financiadores é que fiquemos sempre aliados àqueles que nos chantagearam e fizeram o Brasil entrar na segunda guerra mundial ( é bom frisar que tanto o gal. Gois Monteiro como o gal. Eurico Dutra que, posteriormente veio a ser presidente da república, não queiram que o Brasil fosse à guerra. Esses dois generais fizeram uma declaração por escrito ao senhor Getúlio Vargas ”consideramos nossos dever reiterar que as Forças Armadas do Brasil não estão suficientemente preparadas e equipadas para defender o Pais”) . Veja que a pindaíba das nossas forças armadas já vem de um longo tempo. A mídia venal faz tudo para esconder e negar os avanços que o país teve e está tendo nos últimos dez anos .O seu artigo de hoje é mais uma demonstração disso. Além do crescimento do PIB ao longo dos últimos anos, seria bom você fazer uma comparação das populações economicamente ativas do Brasil, Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, França, Itália e o número de desempregados. Só lembro que hoje cento e dezenove milhões de pessoas ficaram pobres na Europa (a Grécia tem vinte e seis por cento de desempregados e Portugal dezesseis por cento) e nos EEUU mais de quarenta milhões de pessoas só se alimentam porque recebem vale-refeição.
Já dizia o historiador e filósofo grego Plutarco “ o desequilíbrio entre ricos e pobres é a mais antiga e fatal doença de todas as repúblicas”. A vida nos ensina que um povo faz revolução ou por consciência política ou quando a miséria torna-se insuportável e este povo nada tem a perder “a não ser os grilhões”.
Para a mídia golpista e seus seguidores o bom é a concentração das riquezas nas mãos de poucos e quanto maior o exército de miseráveis, melhor para eles para manter os povos submissos ao deus-capital, aumentando assim o número de desempregados para que a mão de obra(o esforço do trabalho) possa ser vendida mais barata e o trabalhador abra mão das suas conquistas sociais e dos seus direitos trabalhistas, como está acontecendo na Europa e que os empresários brasileiros e a mídia venal estão martelando diariamente para que isso aconteça no Brasil. ”Segundo as Nações Unidas, apesar da melhoria econômica em muitas regiões , o mundo é menos igual que a uma década. Hoje, os países mais ricos do mundo EEUU, e os da União Européia e Japão, são em média mais de cem vezes mais ricos do que os mais pobres –Etiópia, Haiti e Nepal. Há cem anos a taxa era de 9 para 1.A taxa entre o PIB do pais mais rico de hoje, em termos per capita, Luxemburgo e o mais pobre Guiné-Bissau é de 267 para 1. Hoje, as mil pessoas mais ricas do mundo têm somados uma riqueza maior que os dois bilhões e quinhentos milhões de pessoas mais pobres” O número é esse mesmo: dois bilhões e quinhentos milhões.
Acredito que é isso que essa turma de críticos ao governo do PT está querendo, que a desigualdade aumente e chegue como era a Alemanha em 1923, quando um quarto das crianças de Berlim em idade escolar sofria de desnutrição e que os juros e o desemprego voltem à época em que O PSDB estava no poder.
A presidenta Dilma está sob fogo cerrado porque:
1° – é um governo de esquerda e a direita não se conforma em estar fora do poder central.
2° – a inflação é bem menor do que no final do governo FHC (Será que essa turma está querendo que a inflação suba e chegue à situação da Alemanha em 1923 quando um quilo de pão custava exatos cento e quarenta bilhões de marcos. Isso mesmo, cento e quarenta bilhões. Isso em 5 de novembro daquele ano.)
3° – mexeu com o capital financeiro (parasita) e com os rentistas nacionais e internacionais.
4° – mexeu com as companhias elétricas. Muitas delas utilizam equipamentos (medidores de energia) ultrapassados que marcam consumo maior do que realmente é consumido. Em minha casa foi trocado há dez dias o medidor e o técnico da própria empresa foi quem me disse que o meu consumo está sendo marcado onze por cento acima do meu consumo real. Como o medidor estava instalado há mais de quinze anos, alguém está ganhando desonestamente o meu dinheiro.
5° – Acredito que a próxima briga da presidenta Dilma deve ser com os laboratórios farmacêuticos .
Para finalizar: Acredito que posso dizer com alguns jornalistas e políticos do Brasil a frase que foi dita pelo General de divisão do exército americano Smedley D. Butler “eu passei 33 anos e 4 meses de serviço ativo na força militar mais ágil do pais, os fuzileiros navais. Servi em todos os postos, de segundo tenente a general de divisão. E durante esse período eu passei a maior parte do tempo sendo um capanga de alto nível de grandes empresas, de Wall Street e dos banqueiros. Fui um extorcionário, um gângster do capitalismo”
Esse general invadiu Cuba, Nicarágua, México, República Dominicana e a China (esse pais em 1927) “tudo isso para levar a democracia e progresso a esses povos” .
Dessa mídia em relação ao PT não sai mel, somente fel.

Pois é, infelizmente o PT cumprirá o prometido de não reestatizar nada. É uma pena pois:
1- temos uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo, apesar de nossa geração hidrelétrica ter o CUSTO MAIS BAIXO DO MUNDO. É o resultado dos contratos benevolentes de FHC com os investidore$ amigo$. Detalhe: esses investidores financiam as campanhas dos demotucanos.
2- temos uma das telefonias mais caras do mundo, com um serviço péssimo. Resultado da privataria de FHC, que entregou a telefonia a gente como o banqueiro condenado Daniel Dantas.
3- a Vale vende nosso minério para a China a preço de banana e compra deles dezenas de “super-navios” a preço de ouro, navios cujo aço foi feito COM NOSSO MINÉRIO. Um verdadeiro negócio da China… para os chineses.
Essas são apenas algumas consequências nefastas da privataria.