sábado, 27 de abril de 2013

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Depois de Lúcia: os culpados somos nós -biscate social clube


Depois de Lúcia: os culpados somos nós

Nesta semana fui assistir ao tão esperado Depois de Lúcia e posso dizer que todas as críticas que li sobre a crueldade da violência explicitada no filme não é capaz de traduzir o que eu vi ali na minha frente. O que eu mais li sobre o filme e, de fato, a violência que está mais explícita é a do bullying. E isso é mais do que certo. Mas acho que há outro ponto primordial a ser discutido e levantado: a violência de gênero que sofre a personagem.
Alejandra é uma adolescente que se muda com o pai para a Cidade do México depois que sua mãe, Lúcia, morre. Na nova escola ela faz novos amigos e aceita o convite de passar o fim de semana na casa de um deles com toda a turma. É aí que sua vida se transforma num inferno.
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Cena do filme: Depois de Lúcia
Sempre que penso em bullying – e aqui a ignorância é toda minha –, penso na vítima como a criança gordinha ou o nerd. O adolescente negro ou homossexual. A aluna travesti ou trans*.  Nunca pensei na vítima como uma jovem bonita, de classe média, branca, heterossexual, cis*, magra. E aí que Alejandra é tudo isso e nunca passou pela minha cabeça que seria ela a vítima do bullying.
Mas Alejandra é vítima e eu me esqueci por um segundo que ela tem, sim, potencial pra ser vítima. Ela é mulher e uma mulher que faz sexo. Eis o ponto crucial no filme.
Uma adolescente que faz sexo se torna vítima de bullying. Faz dela um ser anormal, passível de sofrer as maiores atrocidades. A desumanização de Alejandra por parte de seus amigos/algozes é rápida. É pelas mãos daqueles garotos e garotas que ela acreditava ter sido acolhida em uma cidade estranha, que Alejandra vai apanhar, ser estuprada, ser despojada de sua humanidade e tratada como uma coisa qualquer. Por todos.
O que me pareceu mais intrigante no filme é a narrativa que nos mostra que, em atos extremos de violência, todos nós temos nossa parcela de culpa: o grupo de amigos, entre os que tomavam a frente nas “brincadeiras” e os que iam na onda; a escola omissa; o pai envolvido com seus próprios problemas; e você. Você, que foi despretensiosamente ao cinema, é cúmplice da violência contra Alejandra. E de tantas outras meninas e mulheres.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

viomundo-Ex-delegado ...

Ex-delegado: Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS

publicado em 24 de abril de 2013 às 10:15

Cláudio Guerra afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS, era amigo pessoal de Fleury”
do portal Terra
O ex-delegado da Polícia Civil Claudio Guerra afirmou nesta terça-feira, à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, que foi o autor da explosão de uma bomba no jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1980, e afirmou que a ditadura, a partir de 1980, decidiu desencadear em todo o Brasil atentados com o objetivo de desmoralizar a esquerda no País.
“Depois de 1980 ficou decidido que seria desencadeada em todo o País uma série de atentados para jogar a culpa na esquerda e não permitir a abertura política”, disse o ex-delegado em entrevista ao vereador Natalini (PV), que foi ao Espírito Santo conversar com Guerra.
No depoimento, Guerra afirmou que “ficava clandestinamente à disposição do escritório do Sistema Nacional de Informações (SNI)” e realizava execuções a pedido do órgão.
Entre suas atividades na cidade de São Paulo, Guerra afirmou ter feito pelo menos três execuções a pedido do SNI. “Só vim saber o nome de pessoas que morreram quando fomos ver datas e locais que fiz a execução”, afirmou o ex-delegado, dizendo que, mesmo para ele, as ações eram secretas.
Guerra falou também do Coronel Brilhante Ustra e do delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem acusou de tortura e assassinatos. Segundo ele, Fleury “cresceu e não obedecia mais ninguém”. “Fleury pegava dinheiro que era para a irmandade (grupo de apoiadores da ditadura, segundo ele)”, acusou.
O ex-delegado disse também que Fleury torturava pessoalmente os presos políticos e metralhou os líderes comunistas no episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976.
“Eu estava na cobertura, fiz os primeiros disparos para intimidar. Entrou o Fleury com sua equipe. Não teve resistência, o Fleury metralhou. As armas que disseram que estavam lá foram ‘plantadas’, afirmo com toda a segurança”, contou.
Guerra disse que recebia da irmandade “por determinadas operações bônus em dinheiro”. O ex-delegado afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), era amigo pessoal de Fleury”, afirmou.
Segundo ele, a irmandade teria garantido que antigos membros até hoje tivessem uma boa situação financeira.
‘Enterrar estava dando problema’
Segundo Guerra, os mortos pelo regime passaram a ser cremados, e não mais enterrados, a partir de 1973, para evitar “problemas”. “Enterrar estava dando problema e a partir de 1973 ou 1974 começaram a cremar. Buscava os corpos da Casa de Morte, em Petrópolis, e levava para a Usina de Campos”, relatou.

Grândola, vila morena Terra da fraternidade - zeca afonso


25/abril - 

 http://www.youtube.com/watch?v=gaLWqy4e7ls




Grândola, vila morena

 Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
“.