Este blog é pessoal "chupado"de outros. Os créditos podem ser "esquecidos". “O socialismo é uma finalidade sem fim. Você tem que agir todos os dias como se fosse possível chegar ao paraíso, mas você não chegará. Mas se não fizer essa luta, você cai no inferno." Antonio Cândido "Carpe diem quam minimum credula postero"
sábado, 27 de abril de 2013
Escreva Lola Escreva: REGINA NAVARRO LINS FALA COM O BLOGUINHO
Escreva Lola Escreva: REGINA NAVARRO LINS FALA COM O BLOGUINHO: "É impossível alguém conhecer História e não ser feminista", diz Regina Lembra que eu disse que faria várias entrevistas? En...
Depois de Lúcia: os culpados somos nós -biscate social clube
Depois de Lúcia: os culpados somos nós
1
Nesta semana fui assistir ao tão esperado Depois de Lúcia
e posso dizer que todas as críticas que li sobre a crueldade da
violência explicitada no filme não é capaz de traduzir o que eu vi ali
na minha frente. O que eu mais li sobre o filme e, de fato, a violência
que está mais explícita é a do bullying. E isso é mais do que certo. Mas
acho que há outro ponto primordial a ser discutido e levantado: a
violência de gênero que sofre a personagem.
Alejandra é uma adolescente que se muda
com o pai para a Cidade do México depois que sua mãe, Lúcia, morre. Na
nova escola ela faz novos amigos e aceita o convite de passar o fim de
semana na casa de um deles com toda a turma. É aí que sua vida se
transforma num inferno.
Sempre que penso em bullying – e aqui a
ignorância é toda minha –, penso na vítima como a criança gordinha ou o
nerd. O adolescente negro ou homossexual. A aluna travesti ou trans*.
Nunca pensei na vítima como uma jovem bonita, de classe média, branca,
heterossexual, cis*, magra. E aí que Alejandra é tudo isso e nunca passou pela minha cabeça que seria ela a vítima do bullying.
Mas Alejandra é vítima e eu me esqueci
por um segundo que ela tem, sim, potencial pra ser vítima. Ela é mulher e
uma mulher que faz sexo. Eis o ponto crucial no filme.
Uma adolescente que faz sexo se torna
vítima de bullying. Faz dela um ser anormal, passível de sofrer as
maiores atrocidades. A desumanização de Alejandra por parte de seus
amigos/algozes é rápida. É pelas mãos daqueles garotos e garotas que ela
acreditava ter sido acolhida em uma cidade estranha, que Alejandra vai
apanhar, ser estuprada, ser despojada de sua humanidade e tratada como
uma coisa qualquer. Por todos.
O que me pareceu mais intrigante no
filme é a narrativa que nos mostra que, em atos extremos de violência,
todos nós temos nossa parcela de culpa: o grupo de amigos, entre os que
tomavam a frente nas “brincadeiras” e os que iam na onda; a escola
omissa; o pai envolvido com seus próprios problemas; e você. Você, que
foi despretensiosamente ao cinema, é cúmplice da violência contra
Alejandra. E de tantas outras meninas e mulheres.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
viomundo-Ex-delegado ...
Ex-delegado: Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS
publicado em 24 de abril de 2013 às 10:15
Cláudio
Guerra afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil
do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de
S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS, era
amigo pessoal de Fleury”
O ex-delegado da Polícia Civil Claudio Guerra afirmou nesta terça-feira, à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, que foi o autor da explosão de uma bomba no jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1980, e afirmou que a ditadura, a partir de 1980, decidiu desencadear em todo o Brasil atentados com o objetivo de desmoralizar a esquerda no País.
“Depois de 1980 ficou decidido que seria desencadeada em todo o País uma série de atentados para jogar a culpa na esquerda e não permitir a abertura política”, disse o ex-delegado em entrevista ao vereador Natalini (PV), que foi ao Espírito Santo conversar com Guerra.
No depoimento, Guerra afirmou que “ficava clandestinamente à disposição do escritório do Sistema Nacional de Informações (SNI)” e realizava execuções a pedido do órgão.
Entre suas atividades na cidade de São Paulo, Guerra afirmou ter feito pelo menos três execuções a pedido do SNI. “Só vim saber o nome de pessoas que morreram quando fomos ver datas e locais que fiz a execução”, afirmou o ex-delegado, dizendo que, mesmo para ele, as ações eram secretas.
Guerra falou também do Coronel Brilhante Ustra e do delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem acusou de tortura e assassinatos. Segundo ele, Fleury “cresceu e não obedecia mais ninguém”. “Fleury pegava dinheiro que era para a irmandade (grupo de apoiadores da ditadura, segundo ele)”, acusou.
O ex-delegado disse também que Fleury torturava pessoalmente os presos políticos e metralhou os líderes comunistas no episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976.
“Eu estava na cobertura, fiz os primeiros disparos para intimidar. Entrou o Fleury com sua equipe. Não teve resistência, o Fleury metralhou. As armas que disseram que estavam lá foram ‘plantadas’, afirmo com toda a segurança”, contou.
Guerra disse que recebia da irmandade “por determinadas operações bônus em dinheiro”. O ex-delegado afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), era amigo pessoal de Fleury”, afirmou.
Segundo ele, a irmandade teria garantido que antigos membros até hoje tivessem uma boa situação financeira.
‘Enterrar estava dando problema’
Segundo Guerra, os mortos pelo regime passaram a ser cremados, e não mais enterrados, a partir de 1973, para evitar “problemas”. “Enterrar estava dando problema e a partir de 1973 ou 1974 começaram a cremar. Buscava os corpos da Casa de Morte, em Petrópolis, e levava para a Usina de Campos”, relatou.
Grândola, vila morena Terra da fraternidade - zeca afonso
25/abril -
http://www.youtube.com/watch?v=gaLWqy4e7ls
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade“.
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